CENTRO

Arnold

Estúdio de design

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De uma das novecentas salas do Mirante do Vale, o prédio mais alto de São Paulo, os designers do Arnold têm uma vista privilegiada da cidade: começa no Vale do Anhangabaú, passa pelo caos urbano do centro e chega às montanhas que cercam São Paulo.

Fundado há cinco anos, o estúdio começou com seis integrantes, chegou a nove e hoje tem três membros fixos. Espalhados por São Paulo, Berlim e Nova York, os outros membros colaboram de forma remota em projetos específicos. Como o resto da prática do Arnold, o modelo é difícil de classificar — algo entre estúdio de design e grupo de amigos.

Em 2011, ainda na faculdade, lançaram o primeiro trabalho como Arnold. Uma publicação para a Fanfunzine, um dos primeiros eventos dessa nova leva de feiras de publicações independentes, na Universidade de São Paulo. Chamado Aposta, listava previsões para o futuro.

Desde então, vieram outros projetos independentes (um deles, inclusive, este Centro) e um número crescente de projetos comerciais. O primeiro deles, a identidade visual da Gralias, consolidou a proposta de design do estúdio, baseada em pesquisa e diálogo próximo com clientes.

Arnold Avenida Prestes Maia, 241, República -23º 32’ 32.45” -46º 38’ 6.30”

No começo, tivemos que nos adaptar ao prédio, muito por termos trabalhado em outras regiões, mas foi algo que cresceu com a gente. Nós começamos a criar uma convivência com as pessoas, como o pessoal da galeria Lama, que conhecemos numa conversa de elevador. Lucas Andrade

Mirante do Vale, no centro de São Paulo.

Mirante do Vale, no centro de São Paulo.

O centro se reflete no nosso trabalho. A gente tira inspiração da arquitetura, do design. De tomar um café no Copan, ver as serigrafias da Galeria do Rock, almoçar no Ita. Tem coisas mais práticas também, como usar as gráficas da região. Murilo Fonseca

Arredores do Arnold, localizado na República.

Arredores do Arnold, localizado na República.

As pessoas que estão no centro não eram o público do nosso trabalho. Mas como estamos aqui, nós começamos a rever isso. A gente não quer se enfiar num canto mais cultural da cidade e trabalhar apenas para as pessoas que estão nesse canto. Victor de Bone

Espaço de trabalho e o fanzine Vide Verso Validade.

Espaço de trabalho e o fanzine Vide Verso Validade.

Lugares como a Berrini foram planejados para servir como centro comercial. Eles ficam desertos no final de semana. Aqui é diferente. Os lugares e as pessoas têm mais história. Você encontra um monte de coisas numa saída rápida para um café. Murilo Fonseca

Arredores do escritório. Lucas Andrade e Murilo Fonseca, designers do Arnold.

Arredores do escritório. Lucas Andrade e Murilo Fonseca, designers do Arnold.

Nossa ideia com esse trabalho era unir a qualidade técnica do design estrangeiro com algo mais brasileiro e espontâneo. Representamos isso com tipografia. Montamos um conjunto mais rígido, modernista, mas que mantém as imperfeições dos tipos móveis de madeira. Victor de Bone

Pôsteres e fanzines feitos pelo estúdio.

Pôsteres e fanzines feitos pelo estúdio.