CENTRO

Phosphorus

Espaço de exibição e residências artísticas

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Os primeiros esboços da Phosphorus foram discutidos entre sacos de entulho, no final de 2011. Os artistas reunidos no prédio conversavam sobre o futuro do espaço, realizavam performances e ajudavam a reconstruir o prédio. Nessa fase, o projeto ainda não tinha sido batizado oficialmente — era chamado de Pré-Nome.

“Minha intenção era criar um lugar que existisse num outro tempo, onde eu pudesse viver a arte de forma constante”, explica Maria Montero, que seguia carreira como produtora cultural e curadora em galerias, mas sentia vontade de iniciar um espaço mais independente do circuito de arte. Desde então, o foco da Phosphorus foi se ajustando, entre um lugar de experimentação e residências artísticas, pelo qual já passaram os artistas Márcia Beatriz Granero e Cristiano Lenhardt, além da curadora Marina Reyes Franco.

O trabalho realizado pelos residentes não respeita um padrão. Incluem práticas conectadas à moda, naturalmente incentivadas pela proximidade com a Casa Juisi, um acervo com mais de 30 mil peças de figurino e decoração que fica no segundo andar da casa. Mas também produções mais engajadas, impactadas pelo centro da cidade. “Questões sociais importantes estão expostas nessa região”, afirma o artista Gustavo Ferro, que trabalha na Phosphorus. “Para um artista, é um lugar muito estimulante, um espaço de confronto e reflexão.”

Phosphorus Rua Roberto Simonsen, 108, Sé -23º 32’ 50.43” -46º 38’ 56.36”

O encontro com o prédio e a chance de ativar esse espaço foram os motivadores da minha mudança para o centro. Eu já tinha uma carreira artística, mas sempre tive vontade de criar um espaço meu, que não carregasse a assepsia da galeria e que tivesse em movimento o tempo inteiro. Maria Montero


Fachada e salão de entrada da Phosphorus.

Fachada e salão de entrada da Phosphorus.

As primeiras exposições rolaram com o prédio ainda em ruínas, com o espaço cheio de entulho e sem luz. O projeto ainda não tinha um objetivo claro e a ideia era descobrir fazendo. Desde então, nós achamos essa vocação para experimentação e residências. Gustavo Ferro

Registros dos primeiros anos da galeria.

Registros dos primeiros anos da galeria.

Essa sala era um brechó onde a Casa Juisi vendia peças, que agora fica disponível para os artistas em residência. A gente sempre procura colaborar com a Juisi. Dois artistas, o Daniel Albuquerque e a Marcia Beatriz Graneiro, fizeram um trabalho muito ligado à moda. Gustavo Ferro

Sala decorada com objetos da Casa Juisi.

Sala decorada com objetos da Casa Juisi.

O Rodrigo Bueno produziu esse espaço em 2012. Ele tinha vontade de criar um lugar de convívio e decidiu usar esse pedaço do prédio, que na época era usado como depósito e estava bloqueado por uma janela. Gustavo Ferro

Jardim / Cozinha / Obra, de Rodrigo Bueno.

Jardim / Cozinha / Obra, instalação de Rodrigo Bueno.

Esse movimento ao centro é paradoxal. É positivo, mas também é perverso, porque vem acompanhado de higienização. Se o centro virar uma região de restaurantes, bares e galerias, então essa região que conhecemos hoje tende a desaparecer. Maria Montero

Fachada do prédio, localizado na Sé.

Fachada do prédio da Phosphorus.