CENTRO

Pivô

Centro cultural no Copan

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Por estar localizado dentro do Copan, o próprio Pivô tem um pouco de obra de arte. Quem anda pelo centro cultural, inaugurado em 2012, entre obras de arte contemporânea e a arquitetura de Oscar Niemeyer, dificilmente imagina que no passado o lugar abrigou um hospital dentário e uma agência de banco.

“Eu queria um lugar para fazer meu ateliê, mas o proprietário cedeu para um espaço cultural sem fins lucrativos. Ou seja, eu não estava pensando em criar um centro cultural, ele nasceu para o espaço”, explica a artista Fernanda Brenner.

Ciente do lugar que ocupa no centro, ela incentiva os artistas que expõem no espaço a reagirem não só ao edifício — “uma micro-cidade dentro de São Paulo” — como também ao complexo contexto social da região.

Foi o caso da exposição Pivô é a Rua, que acabou interagindo com os participantes das manifestações de junho de 2013 e outros personagens dos arredores. “Tivemos músicos da praça da República que vieram tocar aqui dentro, fizemos uma feira de produtos orgânicos, abrimos para os skatistas da praça Roosevelt.”

Pivô Avenida Ipiranga, 200, República -23º 32’ 45.86” -46º 38’ 40.89”

Em 2013, fizemos uma grande reforma. Atazanamos o pessoal do prédio com oito meses de demolição, caçamba, barulho. A ideia era remover a parede entre a rua de pedestres e o espaço expositivo, para que as pessoas pudessem entrar sem barreiras. Fernanda Brenner


Terraço do Pivô, nos primeiros andares do Copan.

Terraço do Pivô, nos primeiros andares do Copan.

Não é um pré-requisito que o artista converse com o espaço. Cada um tem seu processo e a relação com o artista é muito livre. Mas pela particularidade arquitetônica, a maioria acaba reagindo de alguma forma. Fernanda Brenner

Espaço expositivo e a arquitetura de Niemeyer.

Espaço expositivo e a arquitetura de Niemeyer.

Tudo o que fazemos se encaixa no contexto do programa do Pivô. Não fazemos exposição para agradar grandes públicos, a ideia é formar um público para o tipo de trabalho que apresentamos. Fernanda Brenner


Entrada e escritório do centro cultural.

Entrada e escritório do centro cultural.

Por ter um modelo institucional flexível, sem fins lucrativos e horizontal, os artistas podem fazer coisas no Pivô que não poderiam num museu ou numa galeria mais comercial. Fernanda Brenner

Caixas usadas para transporte de obras e livros do acervo.

Caixas usadas para transporte de obras e livros do acervo.

O centro está passando por um momento importante de reativação de certos espaços através da cultura. Também tem muita gente vindo em busca de uma habitação mais humana. Ao mesmo tempo, pode ser uma coisa perigosa, porque vem com especulação imobiliária. Fernanda Brenner


Espaços do centro cultural, localizado na República.

Espaços do centro cultural, localizado na República.