CENTRO

Pum

Estúdio em casa

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Os designers Javier Cifre e Felipe Magario se conheceram no estúdio Árvore e sonharam muito antes de realmente começar uma iniciativa própria, o estúdio Pum, fundado em 2012. Como sede, escolheram o apartamento de Cifre, nascido em Buenos Aires, mas baseado no centro da comunidade japonesa de São Paulo, a Liberdade.

Desde o início, os designers tentam equilibrar o estilo de trabalhos. “Colaboramos com clientes grandes, mas também temos projetos menores, onde fazemos coisas mais criativas”, explica Magario. Suas criações são divertidas, como adianta o nome do estúdio, sempre carregadas de referências – a jogos de Game Boy, às câmeras Polaroid e aos desenhos Dragon Ball e Adventure Time.

Muito da inspiração dos designers surge da própria Liberdade, casa da maior comunidade de japoneses fora do Japão e cheia de lojas de mangás, feiras e mercados orientais e izakayas, os bares típicos japoneses. “Acho que a identidade do negócio é diferente por estarmos localizados nessa região”, diz Cifre.

Localizada na periferia da região central de São Paulo, Cifre e Magario destacam como a Liberdade parece uma exceção entre os outros bairros centrais. Possui uma característica comercial e turística, com movimento diurno, mas também residencial e universitária, que mantêm a região ativa durante a noite. “O movimento diminui, mas as ruas não ficam desertas como no Anhangabaú”, diz Magario.

Estúdio Pum Rua Galvão Bueno, 332, Liberdade -23º 33’ 21.69” -46º 38’ 3.37”

Quando descobri a Liberdade, soube na hora que queria morar aqui, muito porque gosto da cultura japonesa, mas também porque é divertido explorar a região, descobrir mercados e restaurantes de gente que muitas vezes nem fala português. Javier Cifre


Apartamento que sedia o estúdio Pum, localizado na Liberdade.

Apartamento que sedia o estúdio Pum, localizado na Liberdade.

Onde eu morava, em Buenos Aires, existia uma relação entre as pessoas do bairro. Eu achava que isso não aconteceria aqui por ser uma região central. Mas estava errado: os moradores e as pessoas que trabalham na região se conhecem e se cumprimentam. Javier Cifre


Entrada do prédio de Javier Cifre, um dos fundadores do estúdio.

Entrada do prédio de Javier Cifre, um dos fundadores do estúdio.

Eu acho muito diferente ter um estúdio aqui do que ter um estúdio na Berrini, na Faria Lima ou na Vila Olímpia. Não gostamos muito de sair daqui para fazer reuniões nessas regiões, mas é impressionante como as pessoas gostam de sair desses lugares para fazer reunião aqui. Felipe Magario


Área de trabalho e algumas das criações da dupla.

Área de trabalho e algumas das criações da dupla.

O centro sempre foi um choque para mim e precisei me forçar a andar pela região. Mas assim que comecei, comecei a entender o lugar e voltar. Acho que a gente tem um trauma da violência do centro. O Javier, por exemplo, vindo de fora, não criou esse preconceito. Felipe Magario


Sala vizinha ao estúdio, decorada com trabalhos do Pum e de amigos.

Sala vizinha ao estúdio, decorada com trabalhos do Pum e de amigos.